sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum

A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum convida-nos à vigilância. 
Recorda-nos que a segunda vinda do Senhor Jesus está no horizonte final 
da história humana; devemos, portanto, 
caminhar pela vida sempre atentos ao Senhor que vem 
e com o coração preparado para o acolher.
Na segunda leitura, Paulo garante aos cristãos de Tessalónica 
que Cristo virá de novo para concluir a história humana 
e para inaugurar a realidade do mundo definitivo; 
todo aquele que tiver aderido a Jesus 
e se tiver identificado com Ele irá ao encontro do Senhor 
e permanecerá com Ele para sempre.
O Evangelho lembra-nos que “estar preparado” para acolher o Senhor 
que vem significa viver dia a dia na fidelidade aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com os valores do Reino. 
Com o exemplo das cinco jovens “insensatas” 
que não levaram azeite suficiente para manter as suas lâmpadas acesas 
enquanto esperavam a chegada do noivo, 
avisa-nos que só os valores do Evangelho 
nos asseguram a participação no banquete do Reino.
A primeira leitura apresenta-nos a “sabedoria”, 
dom gratuito e incondicional de Deus para o homem. 
É um caso paradigmático da forma como Deus se preocupa 
com a felicidade do homem 
e põe à disposição dos seus filhos a fonte de onde jorra a vida definitiva. 
Ao homem resta estar atento, 
vigilante e disponível para acolher, 
em cada instante, a vida e a salvação que Deus lhe oferece.

LEITURA I – Sab 6,12-16
Leitura do Livro da Sabedoria
A Sabedoria é luminosa e o seu brilho é inalterável;
deixa-se ver facilmente àqueles que a amam
e faz-se encontrar aos que a procuram.
Antecipa-se e dá-se a conhecer aos que a desejam.
Quem a busca desde a aurora não se fatigará,
porque há-de encontrá-la já sentada à sua porta.
Meditar sobre ela é prudência consumada,
e quem lhe consagra as vigílias depressa ficará sem cuidados.
Procura por toda a parte os que são dignos dela:
aparece-lhes nos caminhos, cheia de benevolência,
e vem ao seu encontro em todos os seus pensamentos.

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 62 (63)

Refrão: A minha alma tem sede de Vós, meu Deus.

Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro.
A minha alma tem sede de Vós.
Por Vós suspiro,
como terra árida, sequiosa, sem água.

Quero contemplar -Vos no santuário,
para ver o vosso poder e a vossa glória.
A vossa graça vale mais que a vida;
por isso, os meus lábios hão - de cantar -Vos louvores.

Assim Vos bendirei toda a minha vida
e em vosso louvor levantarei as mãos.
Serei saciado com saborosos manjares
e com vozes de júbilo Vos louvarei.

Quando no leito Vos recordo,
passo a noite a pensar em Vós.
Porque Vos tornastes o meu refúgio,
exulto à sombra das vossas asas.

LEITURA II – 1 Tes 4,13-18
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Tessalonicenses
Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância
a respeito dos defuntos,
para não vos contristardes como os outros,
que não têm esperança.
Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou,
do mesmo modo, Deus levará com Jesus
os que em Jesus tiverem morrido.
Eis o que temos para vos dizer,
segundo a palavra do Senhor:
Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor,
não precederemos os que tiverem morrido.
Ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina,
o próprio Senhor descerá do Céu,
e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.
Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado,
seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens,
para irmos ao encontro do Senhor nos ares,
e assim estaremos sempre com o Senhor.
Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
ALELUIA – Mt 24,42a.44
Aleluia. Aleluia.
Vigiai e estai preparados,
porque, na hora em que não pensais,
virá o Filho do homem.
 EVANGELHO – Mt 25,1-13
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
Disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:
«O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens,
que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo.
Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes.
As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas,
não levaram azeite consigo,
enquanto as prudentes,
com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias.
Como o esposo se demorava,
começaram todas a dormitar e adormeceram.
No meio da noite ouviu-se um brado:
‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’.
Então, as virgens levantaram-se todas
e começaram a preparar as lâmpadas.
As insensatas disseram às prudentes:
‘Dai-nos do vosso azeite,
que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’.
Mas as prudentes responderam:
‘Talvez não chegue para nós e para vós.
Ide antes comprá-lo aos vendedores’.
Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo.
As que estavam preparadas
entraram com ele para o banquete nupcial;
e a porta fechou-se.
Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram:
‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’.
Mas ele respondeu:
‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’.
Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora.

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