quinta-feira, 22 de abril de 2010

Conselhos aos Professores ainda não aposentados! Manual da conduta do professor, perante os CEF!


    Conselhos ao Professores ainda não aposentados!
    Manual da conduta do professor, perante os CEF!
    Subsídios para um relacionamento saudável com os alunos dos CEFs.
    Este pequeno Manual tem em vista ajudar os professores a lidar com a faixa de alunos mais incompreendidos e maltratados do sistema de Ensino em Portugal, também conhecidos pelos “filhos da Ministra”.
    O autor não se constitui como o arauto da verdade absoluta
    e por isso aceita as críticas e sugestões a introduzir numa nova edição, se a houver.
    O documento é portanto, dinâmico e de reflexão, e pretende corrigir eventuais desvios de comportamento dos professoreis perante determinadas situações reais. comprometedores para o futuro de uma parte dos discentes,
    e de suas famílias,
    que tanto sacrifício fazem para frequentar um CEF.
    Seleccionei as 16 questões mais frequentes,
    e sobre elas lavrei os conselhos que me pareceram mais ajustados.
    1. Quando o(a) aluno (a) chega atrasado(a).
    Quando (a) aluno(a) chega atrasado (a) mande entrar
    e indague dos motivos do atraso.
    Procure sobretudo saber se a família ficou bem em casa
    e verifique se arqueja mesmo que levemente devido à pressa com que se dirigiu para a aula.
    Pergunte se não quererá um copo de água
    e descansar um bocadinho no recreio
    ou mesmo ali debruçado sobre a mesa.
    Se já marcou a respectiva falta releve-a para que o ( a) aluno (a)  numa próxima oportunidade não se sinta pressionado (a).
    2.   Quando o(a) aluno(a) pede para ir lá fora, ainda mal acabou de entrar na sala de aula.
    Se o (a)  aluno (a) lhe pedir para ir lá fora mesmo que tenha acabado de entrar seja compreensivo (a),
    ele (ela) pode muito bem estar com necessidade de fazer alguma necessidade que não fez durante o intervalo
    devido ao facto de ter tido a necessidade de cumprir outra qualquer necessidade mais urgente.
    É sabido que o curto lapso de tempo que é o interregno entre aulas
    mal dá para namorar um pouco
    ou mastigar um pastel de nata.
    Na dúvida deve sempre deixar o (a) aluno (a) sair porque
    é regra de ouro que na incerteza prevalece sempre a vontade dos alunos.
    3.   Quando o(a) aluno (a) não está a prestar atenção ao que o docente está a dizer.
    Quando o (a) aluno (a) está  ausente questione-o (a)  no sentido de saber se essa “ausência tem alguma coisa a ver
    com preocupações da sua vida familiar
    amorosa social ou outra.  
    Pergunte-lhe em que estava a pensar
    e ajude-o ( a ) na medida do possível.
    Ofereça-lhe boleia para casa ao fim das aulas
    e no percurso pergunte-lhe se é problema de dinheiro.
    Se for, empreste-lhe a quantia que acha razoável para que ele (a) resolva os seus problemas mais prementes.
    4.   Quando o aluno (a) está permanentemente virado (a) para trás.
    Nestes casos convém verificar se o (a) aluno (a) está na última fila
    ou nas outras mais à frente.
    Se estiver na última fila pode tratar-se
    de síndroma de perseguição uma vez que atrás dele presumivelmente não esta ninguém embora ele imagine que está e daí varar-se.
    Registe o facto e na 1ª oportunidade transmita o sucedido ao DT a fim de que ele proceda em conformidade quiçá comunicando o caso à Equipa de Educação para a Saúde.
    Se ele (a) estiver numa das filas à frente da fila de trás não é preocupante espere que ele (a) termine a transmissão de algo inadiável que estava a fazer para o colega à sua retaguarda
    advirta-o (a)  para o perigo de se voltar  bruscamente por causa dos torcicolos.
    Se por acaso se verificar mesmo o torcicolo não caia na tentação de lhe torcer o pescoço no sentido contrário porque apesar da sua boa vontade podem acusá-lo
    (a ) de agressão a jovem indefeso (a).
    5.   Quando o(a) aluno (a) pede para ir ‘mijar”
    Quando o(a) aluno (a) lhe pede para ir “mijar”
     pergunte-lhe delicadamente se o que ele (a) quer mesmo não é “ir urinar?’.
    Se reagir com espanto inquirindo-lhe de ir fazer o quê?!”
    explique-lhe pacientemente que urinar é mesmo de fazer “xi-xi”
    e que um menino (a)  educado (a) não diz “mijar”. 
    Quando muito poderá dizer “realizar uma micção”
    ou ainda, na pior das hipóteses,
     usar um diminutivo popular dizendo que vai fazer uma “mijinha”.
    Se ele (a) não perceber,
     ilustre a situação no quadro
    ou então exemplifique  você mesmo,
    com todos os pormenores, ao vivo e a cores.
    6.   Quando o(a) aluno(a) pede para ir comer.
    Se O(a) aluno(a) lhe pedir para ir comer
    procure informar-se se é a 1ª refeição que ele (a) vai tomar esse dia,
    e sendo, aconselhe-o (a) sobre o que deve comer para não lhe cair ‘fundo”
    do estômago.
    Diga-lhe também que não coma à pressa porque comer à pressa faz mal.
    Que não se preocupe com o tempo porque a aula pode esperar;
    o essencial é a saúde.
    Aconselhe-o (a) a mastigar os alimentos pelo menos 35 vezes,
    a fim de que o bolo alimentar fique devidamente preparado para ser recebido pelo seu delicado estômago.
    7.   Quando o (a) aluno (a)boceja.
    Segundo o povo bocejar pode ter dois significados
    ou se está com sono
     ou com fome.
    Procure saber qual das situações tem a ver com o bocejo ou,
    o que pode ser mais grave, se se trata do cúmulo das duas.
    Se for fome procure saber a que se deve, porque  pode ser um problema de falta de dinheiro
    e isso é uma situação grave e preocupante.
    Neste caso não hesite em disponibilizar uma pequena verba
    ou empreste o seu cartão da escola para que o aluno se possa alimentar.
    Participe depois o sucedido à Direcção da escola e entregue o talão da despesa, pode ser que haja verba para lhe restituírem o dinheiro emprestado.
    Se for sono aconselhe-o ( a) a encostar-se um pouco  na mesa
    e fale mais baixo tendo em atenção
    os conselhos do ponto seguinte..
    8.   Quando o(a) aluno (a) dorme na aula.
    Quando o (a) aluno (a) dorme na aula.
    Não o(a) acorde.
    Modele o tom de voz, procurando um  registo mais grave
    e reduzindo um pouco o volume.
    No entanto. antes do toque de saída procure saber se ele(a) dormiu o suficiente na noite anterior se teve insónias devido à escola,
    se tem algum problema familiar
    ou coisa do género.
    Assegure-se de que em última análise não existirá algum problema de saúde associado.
    Na dúvida comunique o caso à Equipa de Educação para a Saúde.
    9.Quando o(a) aluno(a) fala em Crioulo
    Quando o(a) aluno (a) fala em crioulo,
    de duas uma,
    ou ele (a) sabe que você sabe crioulo e quer que você saiba o que ele quer dizer, ou ele sabe que você não sabe crioulo
    e não quer que você saiba o que ele está a dizer.
    De uma forma ou outra ele(a) pretende provocar.
    Não se deixe intimidar, diga que sim e faça de conta que não percebeu nada, mesmo que tenha percebido
    Na 1ª oportunidade passe no Centro de Formação
    e veja se já abriu a acção de formação,
    há muito prevista no plano, para aprender o dito crioulo.
    O saber não ocupa lugar e em breve, vai fazer-lhe falta já que o crioulo, diz-se, vai passar a ser a 1ª língua oficial da escola.
    10.Quando o(a) aluno(a) se levanta e, sem motivo aparente, vai até à janela.
    O (a) aluno (a) vai fazer aquilo que em gíria se chama “ laurear a pevide”.
    E como esta juventude precisa de laurear a pevide como a boca precisa de pão, não fique preocupado (a) ele (a) vai ver o que se passa no recreio
    e logo logo regressa ao seu lugar com muito menos vontade do que tinha,
    quando inopinadamente se ergueu e foi à janela.
    Com um bocadinho de sorte, pode ser que daí a mais um pouco se deixe dormir para só acordar próximo da hora de acabar a aula.
    11.Quando o(a) aluno (a) fala alto com o colega do lado.
    Faça um compasso de espera,
    sorria levemente com ar benevolente para que aluno(a) não se melindre.
    Deixe que ele (a) acabe a conversa
    e pergunte delicadamente se pode continuar.
    Perante a resposta afirmativa agradeça o gesto
    e continue a sua explicação sobre a matéria.
    Interrompa sempre que o acto se repita e reitere o mesmo procedimento.
    Não mostre enfado.
    12.Quando o(a) aluno(a) o(a) manda para o ‘c___alho”
    Se o(a) aluno (a)  mandar para o c___lho,
    reaja com calma e pense que algum motivo  
    ele há-de ter para se insurgir dessa forma.
    Não esqueça um velho principio comercial que diz
    que o cliente tem sempre razão,
    e sendo os alunos os nossos clientes,
    não é preciso dizer mais nada.
    De qualquer forma explique-lhe que ele está a reagir de cabeça quente
    e que não são modos próprios para se dirigir ao (à)  professor(a).  
    Diga-lhe com serenidade que deve usar o termo “pénis”
    em vez de ‘c___alho” ou então mande-o (a) a ele a (ela)  mandá-lo  (a)
     a si) para a “vagina da sua  mãe”.
    Ditas as frases desta forma,
     tornam-se muito mais simpáticas
    e nem têm  carga ofensiva porque se evitou o palavrão grosseiro,
    gratuito e fútil.
    Aproveite ate para fazer uma introdução à Educação Sexual
    e explique-lhe qual é a diferença um ’e pénis e vagina”,
    o que os dois fazem.
    Quando o 1 º penetra a 2ª. e ainda as consequências dessa acção.
    Se ele não perceber faça-lhe um desenho para ilustrar o acto.
    13. Quando o(a) aluno(a) encostar o seu dele(a) peito ao seu (seu) peito.
    O essencial é manter a calma,
    por natureza estes( as) alunos (as)  são serenos (as)
    e  brincalhões (onas).
    Sorria ainda que o sorriso tenha tons de amarelo.
    Se for preciso peça desculpa
    e prometa que o motivo que levou a encostar os peitos,
    mesmo que o desconheça jamais se repetirá.
    14. Quando o(a) aluno (a) grita no Hall de entrada do Pavilhão .
    E bom sinal, os (as)  a1unos (as) estão a extravasar a energia
    acumulada durante um dia,
    resultante da pressão de tanto estudo.
    E um escape necessário, devemos por isso aconselhá-los
    a gritar ainda mais alto para abrir  completamente os pulmões.
    15. Quando o (a) aluno(a) grita com a(o) funcionária(o).
    Alguma a(o) funcionária (o) lhe fez.
    Devemos certificar-nos dos motivos
    e participar da (o) empregada (o) à Direcção para que esta proceda em conformidade.
    Uma boa proposta será deixar o Pavilhão
    sem funcionária (o),
    porque assim corta-se o mal pela raiz.  
    16 .Quando o(a) aluno(a) solta um gás.
    Quando o aluno (a) solta um gás devemo-nos pôr a jeito
    e com as fossas nasais bem  desobstruídas,
    a fim de que o mesmo cause o efeito desejado por quem o solta, 
    de contrário será uma desilusão
    e a última coisa que devemos fazer,
    com os alunos, é desiludi-los.
    Quando o gás vem com pressão suficiente para provocar som audível,
    não devemos evitar que todos os outros alunos se riam, devemos,
    pelo contrário,
    incentivar
    e rir muito também,
    promovendo assim  uma verdadeira alegria no trabalhão.
    Mas atenção !
    O(a) professor (a) está terminantemente proibido (a) de gasear.
    A liberdade tem limites.
    ( tirado  com a devida vénia do blog do olho do cuco)

    quarta-feira, 21 de abril de 2010

    Escola na Finlândia!!! Escola em Portugal !!! Veja a diferença...

    Portugueses - ABRAM OS OLHOS!
    ACORDEM!!!
    Para:
    Ok, vou tratar da documentação para emigrar...
    Para ti, que és aluno/aluna
    para ti que és (foste) professor(a),
    para ti que és pai/mãe/avô/avó/encarregado de educação
    A Escola na Finlândia - Good Morning!!!!!
    Como é diferente em Portugal!
    E todos nós temos culpas, porque os papás mandam os meninos para a escola já “estragados”!
    Questão de mentalidades?
    A Escola na Finlândia, Good morning...
    "Em primeiro lugar quero esclarecer que esta visita correspondeu a mais uma mobilidade do Projecto - Eco-Sport, Eco-Culture and IT - integrado no Programa Comenius a que a minha escola (Sec. Augusto Cabrita - Barreiro) se candidatou e que neste momento já está próximo da sua conclusão, tendo sido iniciado no ano lectivo 2008/09.
    A iniciativa foi de professores de Informática que envolveram algumas das suas turmas de Cursos Profissionais.
    Eu integrei o projecto enquanto professora de Inglês de algumas dessas turmas. Neste Projecto estão envolvidas escolas de sete países: Portugal, Itália, República Checa, Polónia, Roménia, Suécia e Finlândia.
    Faremos 6 mobilidades e já recebemos na nossa escola as delegações dos outros 6 países em Outubro passado.
    Basicamente o projecto obriga a trabalho nas áreas das novas tecnologias, desporto e ambiente.
    Para cada mobilidade são definidos temas de trabalho, modos de apresentação dos trabalhos de cada país com recurso a aplicações/programas informáticos.
    Há um número mínimo obrigatório de "mobilidades", isto é, alunos e professores que constituem as respectivas delegações.
    No entanto, em cada deslocação, viajam um máximo de 6 pessoas, entre alunos e professores.
    Os alunos são sempre acolhidos pelas famílias dos alunos envolvidos no projecto. Durante a semana em que permanecemos no país visitado cumprimos um programa de actividades previamente definido que passam por: contacto directo com a escola que visitamos, implicando assistência ( por vezes com participação mais ou menos activa) a aulas e actividades da escola, visita às instalações da escola, visitas de carácter cultural, participação em actividades desportivas, apresentação dos trabalhos que foram feitos entre mobilidades, também as respectivas reuniões de avaliação do cumprimento dos objectivos e definição do trabalho a desenvolver até ao encontro seguinte.
    No nosso caso este projecto envolve cerca de seis professores que foram rodando entre si as deslocações. No meu caso, tive oportunidade de em Maio passado ter ido à Suécia e agora à Finlândia.
    Relativamente à Finlândia a escola com quem temos este intercâmbio situa-se na pequena localidade dePerniö, na região de Salo, a 2 horas de camioneta da capital Helsínquia. Perniö tem:
    Uma Secondary School - frequentada por alunos dos 12/13 aos 15/16 anos - correspondente ao nosso 3º Ciclo - 234 alunos e 23 professores ; 3 ou 4 funcionárias (de limpeza) e a Directora.
    Entrada da Escola com os trenós.
    Hall de entrada. Casacos e calçado são tirados. Os alunos andam em meias por toda a escola. Conforto e limpeza!!!
    Alunos em aula.
    Cadê os 28/30 alunos?
    Entre os 16 e os 20 alunos!
    O refeitório: a comida vem de um serviço de catering.
    Há 1 funcionária que coloca a comida nas cubas, os alunos servem o seu próprio prato, limpam o prato e os talheres que arrumam num balcão, as mesas ficam sem uma migalha e suspendem as cadeiras nas mesas para que tudo fique arrumado e reduza o trabalho da funcionária. Os alunos não pagam a refeição.
    Sala de Informática
    Laboratório de Línguas
    Sala de Professores - pode ver-se um balcão onde os próprios professores preparam os seus lanches, fazem café ou chá ou aquecem alguns alimentos. Não há bares, nem de alunos nem de professores. Poupam-se assim funcionários!
    Ao lado da sala de profs. - Reprografia sem funcionário.
    São os professores que preparam o seu material.
    Existe também uma Upper Secondary School - alunos dos 16 aos 18/19 anos - correspondente ao nosso ensino secundário - 90 alunos e 10 professores; 2 funcionárias ( de limpeza) e a Directora.
    Esta última é a escola do intercâmbio.
    (Nota: As dimensões não são comparáveis com a nossa realidade. No entanto, o poder central não fecha escolas, pois considera importante a manutenção dos jovens nas suas terras.)
    A educação é da responsabilidade da " municipalidade" ( se me é permitida esta tradução), embora o sistema educativo seja regulado por um "Gabinete da Educação" central, logo comum a todo o país.
    Recepção musical pelos alunos finlandeses.
    Os sapatos à porta da sala!!!!
    Não há toques de campainha.
    Alunos e professores entram e saem à hora certa.
    Aula de Inglês
    Aula de Ioga
    Alunas do intercâmbio interagindo em actividade criativa sobre o tema "Common Europe"
    Visita Cultural à cidade de Turku
    Horários
    - Professores - 36 horas semanais - aulas + actividades ( incluindo preparação de aulas)
    - Alunos - começam às 8.00h terminam às 14.00h - depois das 14 horas, os alunos calendarizam actividades - música, teatro ou desporto.
    Podem pedir sessões de apoio aos professores.
    Os professores entre as 14horas e as 16horas marcam com os alunos as várias actividades de acordo com as necessidades.
    Nada está definido à partida.
    Os professores estão disponíveis para o que forem solicitados.
    - Turmas - de 16 a 20 alunos, contudo como se trata de uma Upper School, pode haver grupos maiores já que neste nível de ensino a progressão dos alunos faz-se por acumulação de créditos.
    Para poderem realizar os Exames Finais ( Nacionais) os alunos têm de ter um mínimo de 75 créditos.
    Há disciplinas obrigatórias consoante a vertente dominante da sua formação. Este sistema permite que um aluno que queira seguir uma área de Ciências possa escolher disciplinas da área de Humanidades desde que cumpra as disciplinas consideradas obrigatórias na sua área.
    Os alunos vão-se inscrevendo nas disciplinas para fazerem créditos e tendo em conta os horários em que as disciplinas funcionam logo, pode acontecer haver grupos maiores.
    Nota: Este sistema de créditos é o sistema de todo o país.
    - Disciplina/ Comportamento - os alunos cumprem as regras de disciplina da escola.
    Quando há problemas os pais são chamados à escola ou contactados por telefone. Quando os alunos não querem estudar ( já estão fora da escolaridade obrigatória) abandonam, mas são uma minoria.
    Os pais vão pouco à escola!!
    Só quando são chamados.
    - Faltas - quando faltam os alunos apresentam justificação dos pais ou do médico. Não há limites. Cada situação é avaliada pelo professor da disciplina que terá a assiduidade do aluno em conta na avaliação. Se é um aluno com muitas faltas e nos testes não tem resultados positivos, é automaticamente assumido que isso significa reprovar, isto é, não acumula créditos. Não há recuperações, nada! O que conta é o número de créditos que cada um tem de conseguir para poder fazer os exames finais! Os alunos muito interessados em alargar as suas áreas de conhecimento fazem créditos a mais e enriquecem o seu currículo escolar.
    - Avaliação dos Professores - são avaliados anualmente pela Directora da escola que se limita a observar o trabalho dos docentes durante o ano nas várias vertentes. Só têm aulas assistidas pela Directora quando surge algum problema relativo ao seu trabalho. Esse problema pode vir de queixa apresentada pelos alunos, pelos pais ou até mesmo por outros professores (mais experientes) que podem detectar irregularidades ou dificuldades.

    Algo que é bastante diferente do nosso sistema é o sistema de habilitações para leccionar as várias disciplinas. Nesta escola conhecemos professores que podem leccionar: Ed. Física e Matemática / Literatura e Geografia / Ciências e Física e Química , por exemplo.
    A Informática é transversal. Todos os professores nas suas salas têm recursos informáticos que utilizam diariamente.
    Cada professor tem a sua sala com todo o seu material. Até parte do trabalho administrativo, registo de progressões, é feito pelos próprios professores, tanto que a escola não tem Secretaria. Tem o gabinete da Directora que realiza o trabalho necessário. Nota: A burocracia não deve ter nada a ver com a montanha horrível de papel que nós temos nas nossas escolas portuguesas.
    É tudo simples e eficaz: as salas estão abertas, não há funcionários a tomar conta dos meninos porque vandalizam e roubam os equipamentos ou porque roubam os telemóveis uns aos outros, os pais não andam a correr para a escola a queixar-se da má relação que o prof. X tem com o filho, ou que a filha é vítima de bullying, ou que a comida no refeitório não presta, ou que o professor pôs o filho na rua, etc... A escola é respeitada. Enquanto os filhos estão na escola, têm de cumprir as regras da escola e "ponto final". Só como exemplo, sempre que nós entrávamos numa sala de aula, os alunos levantavam-se e cumprimentavam-nos " good morning".
    Bem, não quero ser cansativa, portanto vou ficar por aqui.
    Espero satisfazer alguma curiosidade, pois sei que outras questões ficaram por abordar e nem todas tivemos oportunidade de aprofundar nos quatro dias e meio que lá passámos.
    http://www.almatua.com
    http://serenismo.blogspot.com
    "Um homem com uma nova ideia é considerado excêntrico até que a sua ideia seja aceite" - Mark Twain
    file:///C:/Documents%20and%20Settings/Utilizador/Os%20meus%20documentos/Macaco%20rir_ficheiros/a.gif
    Retirado com a devida vénia de : Safira turmalinavermelha

    terça-feira, 20 de abril de 2010

    Tentam por todos os meios minimizar a Visita de Sua Santidade Bento XVI!!!


    Até os pecados dos padres ( se é que os têm?!!) nos laicos,
    maçónicos,ateus, 
    agnósticos, homossexuais e lésbicas
    gays e pervertidos são virtudes!
    Tentam por todos os meios minimizar
    a Visita de Sua Santidade Bento XVI
    O que vem na comunicação social 
    é apenas mais um sintoma do desprezo,
    da lama e do insulto com que a Igreja,
    o povo de Deus,
    os religiosos
    e os leigos,
    são frequentemente apresentados. 
    … e a acusações de pedofilia generalizada
    - ainda quea incidência de abusadores nos padres  católicos
    seja menor do que a dos clérigos protestantes
    e de outras confissões 
    e nem se compare com a incidência nos treinadores desportivos 
    e de maestros 
    e de outras profissões de contacto próximo com crianças
    e adolescentes
    - a Igreja, porque prega a austeridade moral dos costumes, 
    é retaliada com a difusão de um rótulo
    de uma organização abjecta
    e depravada,
    e os católicos,
    com o estigma de lixo social
    e obsolescência cultural.
    Em Portugal, o problema mediático da Igreja tem duas faces sombrias: 
    uma externa,
    o quase-totalitarismo mediático
    ( o pratinho do dia e a vaca fria!)
    da agenda fundamentalista liberal e  anti-religiosa do poder;
    e outra interna, na própria Igreja, 
    nos seus clérigos e leigos,
    que é o silêncio,
    o recuo,
    a cedência do espaço público, 
    o fecho numa espécie de clandestinidade,
    por motivo do conforto
    e do medo.
    São estas faces negras que têm de ser iluminadas pela Palavra.
    Em vez do silêncio. ( do blog Do Portugal Profundo)

    sábado, 17 de abril de 2010

    Festa do Pai Nosso na Paróquia de Cristo Rei da Vergada - Santa Maria da Feira.

    Festa do Pai Nosso na Paróquia de Cristo Rei da Vergada - Santa Maria da Feira.
    A Igreja Matriz da Vergada tornou-se pequenina
    para comportar todos os participantes da Festa do Pai Nosso.
    Foram 25 meninos e meninas
    com os seus pais e
    Catequistas.
    Parabéns!
    ue o Bom Pastor a todos abençoe e proteja!

    quinta-feira, 8 de abril de 2010

    Toma-se a nuvem por Juno e … intencionalmente! Quem pensa como vive acaba por viver como pensa!


    Toma-se a nuvem por Juno  e … intencionalmente!
    Quem pensa como vive
    acaba por viver como pensa!
    Jesus disse: “ Deixai vir a minhas as criancinhas
    porque delas é o Reino dos Céus!”
    “Quem for ocasião de escândalo para estas criancinhas
     é melhor atar-se- lhe ao pescoço a mó de pedra de um moinho
    e ser lançado o fundo do mar”

    Na Cruz Jesus disse: Perdoai-lhes ao Pai porque não sabem o que fazem!”
    Se há um ou outro sacerdote que não foi
    ou não é exemplar é uma excepção à regra e disciplina da Igreja
    que dever ser expurgada da Igreja e da Comunidade!
    Pois há mais fidelidade nos sacerdotes que nos restantes humanos mesmo Cristãos!
    Se fôssemos buscar casos de pessoas de que acusam um ou outro sacerdote …
    Talvez tivéssemos de esvaziar o Inferno!!!
    ( do autor do post)
    Com a devida vénia ( Do Jornal a Ordem de 6 de Abril de 2010)
    Pelo grande interesse e actualidade, transcrevemos do jornal italiano “Corriere della Sera” de 1 7 de Março p. p. esta “Carta ao Director” assinada pelo ex-presidente do Senado italiano, Marcello Pera  - um agnóstico que reconhece os grandes benefícios que a civilização ocidental deve à Igreja Católica.
     UMA AGRESSÃO AO PAPA
     Caro Director,
     A questão dos sacerdotes pedófilos ou homossexuais, que rebentou recentemente na Alemanha, tem como alvo o Papa.
    E, dadas as enormidades temerárias da imprensa, cometeria um grave erro quem pensasse que o golpe não acertou no alvo - é um erro ainda mais grave quem pensasse que a questão morreria depressa, como morreram tantas questões parecidas.
    Não é isso que se passa.
    Está em curso uma guerra.
    Não propriamente contra a pessoa do Papa porque, neste terreno, tal guerra é impossível: Bento XVI tornou-se inexpugnável pela sua imagem, pela sua serenidade, pela sua limpidez, firmeza e doutrina; só aquele sorriso manso basta para desbaratar um exército de adversários.
    Não, a guerra é entre o laicismo e o cristianismo.
    Os laicistas sabem perfeitamente que, se aquela batina branca fosse tocada, sequer, por uma pontinha de lama, toda a Igreja ficaria suja, e se a Igreja ficasse suja, suja ficaria igualmente a religião cristã.
    Foi por isso que os laicistas acompanharam esta campanha com palavras de ordem do tipo:
    “Quem voltará a mandar os filhos à Igreja? ou “Quem voltará a meter os filhos numa escola católica? Ou ainda: “Quem internará os filhos num hospital ou clínica ou numa c1ínica católica?”
    Há uns dias, uma laicista deixou escapar uma observação reveladora: “A relevância das revelações dos abusos sexuais de crianças por parte de sacerdotes mina a própria legitimação da Igreja Católica como garante da educação dos mais novos.”
    Pouco importa que semelhante sentença seja desprovida de qualquer base de prova, porque a mesma aparece cuidadosamente latente: “A relevância das revelações”; quantos são os sacerdotes pedófilos?  1%? 10%? Todos?
    Pouco importa também que a sentença seja completamente ilógica; bastaria substituir “sacerdotes” por “professores” ou por “políticos”ou por “jornalistas” para se “minar a legitimação” da escola pública, do parlamento ou da imprensa.
    Aquilo que importa é a insinuação, mesmo que feita à custa de um argumento grosseiro: os sacerdotes são pedófilos, portanto a Igreja não tem autoridade moral, portanto a educação católica é perigosa, portanto o cristianismo é um engano e um perigo.
    Esta guerra do laicismo contra o cristianismo é uma guerra campal; é preciso recuar ao nazismo e ao comunismo para se encontrar outra igual.
    Mudam os meios, mas o fim é o mesmo: hoje, como ontem, aquilo que se pretende é a destruição da religião.
    Ora, a Europa pagou esta fúria destrutiva ao preço da própria liberdade.
    É incrível que sobretudo a Alemanha, que bate continuamente no peito pela memória desse preço que infligiu a toda a Europa, se esqueça dele, hoje que é democrática, recusando-se a compreender que, destruído o cristianismo, é a própria democracia que se perde.
    No passado, a destruição da religião comportou a destruição da razão laica, mas a uma segunda barbárie.
    No plano ético, é a barbárie de quem mata um feto por ser prejudicial à “saúde psíquica” da mãe.
    De quem diz que um embrião é uma “bola de células”, boa para fazer experiências.
    De quem mata um velho porque este já não tem família que cuide dele.
    De quem apressa o fim de um filho, porque este deixou de estar consciente e tem uma doença incurável.
    De quem pensa que progenitor “A” e progenitor “B” é o mesmo que “pai” e “mãe”.
    De quem julga que a fé é como o cóccix, um órgão que deixou de participar na evolução, porque o homem deixou de precisar de cauda.
    E por aí fora.
    Ou então, e considerando agora o lado político da guerra do laicismo contra o cristianismo, a barbárie será a destruição da Europa.
    Porque, eliminado o cristianismo, restará o multiculturalismo, de acordo com o qual todos os grupos têm direito à sua cultura.
    O relativismo, que pensa que todas as culturas são igualmente boas.
    O pacifismo que nega a existência do mal.
    Mas esta guerra contra o cristianismo seria menos perigosa se os cristãos a compreendessem; pelo contrário, muitos deles não percebem o que se está a passar. São os teólogos que se sentem frustrados pela supremacia intelectual de Bento XVI.
    Os bispos indecisos, que consideram que o compromisso com a modernidade é a melhor maneira de actualizar  a mensagem cristã.
    Os cardeais em crise de fé, que começam a insinuar que o celibato dos sacerdotes não é um dogma, e que talvez fosse melhor repensarem essa questão.
    Os intelectuais católicos que acham que a Igreja tem um problema com o feminismo e que o cristianismo tem um diferendo para resolver com a sexualidade.
    As conferências episcopais que se enganam na ordem do dia e, enquanto auguram uma política de fronteiras abertas a todos não têm a coragem de denunciar as agressões de que os cristãos são alvo, bem como a humilhação que são obrigados a suportar por serem colocados, todos sem descriminação, no banco dos réus.
    Ou ainda os chanceleres vindos do Leste, que exibem um ministro dos negócios estrangeiros homossexual, ao mesmo tempo que atacam o Papa com argumentos éticos; e os nascidos no Ocidente, que acham que este deve ser laico, que o mesmo é dizer anticristão.
    A guerra dos laicistas vai continuar, quanto mais não seja porque um Papa como Bento XVI sorri, mas não recua um milímetro.
    Mas aqueles que compreendem esta intransigência papal têm de agarrar na situação com as duas mãos, não ficando de braços cruzados à espera do próximo golpe.
    Quem se limita a solidarizar-se com ele, ou entrou no horto das oliveiras de noite e às escondidas, ou então não percebeu o que está ali a fazer.
    Marcello  Pera
    (Tradução de Maria José Figueiredo)

    domingo, 4 de abril de 2010

    Dia de Páscoa com a Visita Pascal .. na Vergada !!!

    Decorreu com todo o brio a Semana Santa e particularmente
    o tríduo Pascal na Paróquia de Cristo Rei da vergada – Santa Maria da Feira.
    De realçar a Vigília Pascal
    e o Dia de Páscoa com a Visita Pascal
    ou Compasso às Famílias, as Igrejas Doméstica da Comunidade Paroquial da Localidade.

    domingo, 28 de março de 2010

    Um grande dia !!! Uma Grande data !!!

    Um grande dia !!! Uma Grande data !!!
     
    Em Dia de Domingos de Ramos Bodas Ouro Matrimoniais do casal
    Maria Celeste e Joaquim
    Parabéns aos homenageados, filhos e netos
     Familiares e amigos!!

    segunda-feira, 22 de março de 2010

    A ausência e inexistência de um Calvário digno e consagrado é impeditivo à realização de Via Sacra ...


    A ausência e inexistência de um Calvário digno e consagrado é impeditivo à realização de Via Sacra participada
    e de testemunho de Fé de uma Comunidade Local que é a Paróquia de Cristo Rei da Vergada.
    Na verdade não existe sítio, zona na Localidade da Vergada
    para implementar uma Via Sacra  condigna, Artística, Monumental
    que desperto sentimento religioso artístico e de Fé.


    Pensou-se do Picoto à Igreja Matriz,
    da fronteira da Vila de Argoncilhe à Igreja
    mas não foram  consequentes.
    Existe sim um arremedo, simulacro
    e apontamento  de via sacra sem arte,
    rudimentar,


    sem monumentalidade
    e valor artístico e arquitectónico
    que há cerca de 74 anos foi interdita
    e que não tem  significado religioso
    e cultural no meio.
    Podendo ser objecto de estudo
    e diversificação do espaço
    depois de legalizado e abençoado religiosamente.


    Conforme está é humilhante
    e não dignifica nada a Localidade da Vergada!
    Seria um excelente exercício de Piedade Cristã e Religiosa
    para uma Comunidade que quer caminhar na sadia vivência da Fé
    e Testemunhal no Ano da Missão 2010
    da Diocese do Porto a que esta Paróquia pertence.



    domingo, 21 de março de 2010

    Causou espanto e embasbacamento… o não ser feita uma Via Sacra...

    Causou espanto e embasbacamento… o não ser ter feita uma Via Sacra da Azenha à Igreja Matriz da Vergada.
    Data da interdiçao:Provisão de 25 de Outubro de 1936.
    HÁ 74 e quatro Anos !!!
    Algumas notas referenciadoras:
    Da Azenha e sua história:
    Segundo se diz pelo dia de Natal de 1935 a vidente ( Guilhermina Pereira Pedrosa de 34 anos de idade) da Azenha teve umas visões de Nossa Senhora.
    A Igreja da Diocese do Porto não reconhece o culto...
    Provisão de 25 de Outubro de 1936.
    O Bispo D. António de Castro Meireles ordenou a demolição da capela e do cruzeiro.
    Até ao dia de hoje nada se fez!
    Foi interdito o culto cf ainda Provisão de 25 de Outubro de 1936. ( Interdita e Ex-comungada)
    Todavia aos dias 25 de cada mês há peregrinações segundo informam!
    Pároco actual desconhece o culto, a entrega de ex-votos, promessas e esmolas da Azenha em favor da comunidade paroquial!
    Ao que o informam a sua gerência aproveitamento é pirata e feita à revelia!
    DOM ANTONIO AUGUSTO DE CASTRO MEIRELES, por Mercê de Deus e da Santa Se Apostólica, Bispo do Porto
    A todo o Revmo. Clero e Fiéis desta Diocese muito amada, Saúde, Paz e Bênção em Nosso Senhor Jesus Cristo:
    Mandamos em tempo, ao Rev. Pároco de S. Martinho de Argoncilhe um ofício sobre o lamentável caso do Monte da Azenha, no lugar da Vergada, da mesma freguesia.
    Nesse ofício, desaprovamos, inteiramente, os cultos populares que lá se prestavam a Nossa Senhora sob a imaginada invocação de Senhora da Azenha.
    O Revmo. Pároco informou os fautores desses cultos, e pessoalmente a urna comissão dos mesmos notificamos a Nossa desaprovação, fazendo-lhes antever procedimento mais severo.
    Informações de vária procedência chegam até Nós e com grande mágoa verificamos que continuam a promover reuniões no Monte da Azenha, recolhendo esmolas, tentando adquirir uma imagem e tomando a iniciativa de construir qualquer ermida ou capela.
    Soubemos ainda que foi levantada urna cruz no dito lugar e construída essa ermida, e que se esforçam na propaganda de supostos milagres ali operados, fazendo crer que houve revelações sobrenaturais a uma mulher daquela freguesia.
    Tudo isto tem sido feito com a desaprovação da Autoridade Eclesiástica e num espírito de rebeldia que compromete gravemente a disciplina da Santa Igreja, de quem se dizem filhos.
    Trata-se dum abuso inqualificável que leva as almas boas e simples do povo crente a ridículas exibições que só diminuem o verdadeiro conceito da Religião. Informado de tudo, esperávamos que cessasse aquela corrente de superstição e de ignorância, infelizmente, explorada para fins utilitários de engrandecimento da terra!
    Com grande sentimento de desgosto vamos observando que grande numero de pessoas, que se dizem católicas, acorre ao dito Monte da Azenha, dando o triste espectáculo duma ignorância religiosa que tanto os diminui como desprestigia a Santa Igreja aos olhos dos seus inimigos.
    Urge doutrinar os fiéis sobre revelações particulares, em geral suspeitas de ilusão, de vaidade exibicionista, de interesse próprio e até de influência diabólica. É necessário e urgente que os Revmos. Párocos e mais Clero insistam no ensino da Doutrina Cristã por meio da homília prática da catequese intensa, da pregação apostólica e da verdadeira acção Católica.
    A Imprensa é um admirável recurso de propaganda e por isso urgente se torna divulgar bons jornais, revistas, folhetos, livros e ate pequenas pagelas que esclareçam os fieis para não caírem em práticas supersticiosas de crendice, veneno corrosivo do verdadeiro e salutar sentimento religioso.
    E necessário juntar a este trabalho de propaganda um fervoroso espírito de oração, pedindo ao Senhor que ilumine os ignorantes e obcecados, que embora de boa fé vão cooperando, por vezes apaixonadamente, com os interesseiros e miseráveis fautores de falsas devoções e de baixas mentiras que degradam o espírito humano e perturbam a paz social. Não esqueçamos a regra de Nosso Senhor Jesus Cristo para os desmascarar: “ex fructibus eorum cognocestis eos”.
    Julgamos que demasiado tempo para tomar algumas decisões graves a-firn-de exterminar um mal que tanto se alastrou. E assim determinamos:
    1) Sempre que seja possível e enquanto não mandarmos o contrário, no dia 25 de cada mês deve rezar-se, de manhã cedo, na igreja paroquial de Argoncilhe, o terço do Rosário de Nossa Senhora, com o Santíssimo Sacramento exposto à porta do Sacrário, recitando-se um acto de desagravo e uma oração breve ao Divino Espírito Santo a pedir a luz da verdade para todos os transviados que não sabem o que fazem. No fim dar-se-á a Bênção conforme as regras litúrgicas.
    2) Nas Capelas paroquiais de Argoncilhe fica proibido todo o culto religioso, devendo o Revmo Pároco providenciar para que seja consumido o Santíssimo Sacramento, fechando as ditas capelas e guardando as respectivas chaves.
    3) Ficam proibidas rodas as procissões solenes na paróquia de Argoncilhe, devendo ser dissolvidas quaisquer comissões de festas religiosas que se tenham organizado para fazer peditórios. Serão interditas as bandas de música que, a pretexto das mesmas festas, forem tocar na freguesia de Argoncilhe.
    4) A cruz levantada no Monte da Azenha e a ermida ali construída devem ser demolidas; para tanto poderá o Revmo Pároco recorrer à Autoridade Administrativa que, se assim entender, tomará conta, para fins de assistência social, das esmolas recolhidas ou retidas por qualquer pessoa.
    5) Todas as pessoas que promovem, propagam e directamente animam a chamada devoção Senhora da Azenha, ficam proibidas de receber os Sacramentos da Santa Igreja, enquanto permanecerem na sua contumácia. Aqueles, porém, que, depois de avisados caritativamente, continuarem a frequentar os chamados cultos, tão públicos como particulares, do Monte da Azenha, flcam incursos na mesma proibição. Uns e outros não devem fazer parte de associações religiosas e muito menos ser nomeados para quaisquer cargos da igreja, como zeladores de altares, mordomos de festas, juízes e procuradores da Cruz paroquial, etc.
    Estas determinações aplicam-se também fora da paróquia de Argondilhe e o Revmo Pároco desta deve prevenir e informar os Revmos Párocos respectivos para que sejam tomadas as necessárias providências.
    6) Os Revmos Párocos e capelães lerão esta provisão às Missas do próximo domingo e exortarão os fiéis a que abandonem aquela superstição e crendice, procurando sempre evitar reacções do amor próprio ofendido. Em tudo procedem com a maior prudência e brandura, o que não exclui a firmeza e vigor no cumprimento destas graves determinações.
    Publique-se no Boletim Diocesano, na Voz do Pastor e na imprensa diária.”
    Porto, 25 de Outubro de 1936. Festa de Cristo-Rei.
    t A. A., Bispo do Porto

    sábado, 13 de março de 2010

    terça-feira, 9 de março de 2010

    Dia da Mulher


    No dia 8 de Março de 1857, teve lugar aquela que terá sido, em todo o mundo, uma das primeiras acções organizadas por trabalhadores do sexo feminino. Centenas de mulheres das fábricas de vestuário e têxteis de Nova Iorque iniciaram uma marcha de protesto contra os baixos salários, o período de 12 horas diárias e as más condições de trabalho. A manifestação foi violentamente dispersada pela polícia. O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher.
    Feliz dia da mulher
    Do KaskaeDeskaska.blogsdpot.com