quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ainda Paços de Brandão e Sanfins


O homem vive da esperança e de atitudes verdadeiramente cristãs. Com a Igreja de Paços de Brandão totalmente cheia, Orlando Cardoso acentuou puma nova fase para a Paços de Brandão. “O Evangelho é o mesmo, mas há novas maneiras de o anunciar, com estratégias diferentes”, disse este domingo, no momento da passagem de testemunho, depois de 49 anos de sacerdócio do padre Julião.
 Sendo certo que é”sempre complicado quando se entra numa nova paróquia, onde as pessoas já estão instaladas”, o novo pároco mostra determinação. “Tentamos dar um pouco do nosso cunho. Pedir de Paços de Brandão, de todos aqueles que estão ligados à igreja, colaboração e estou certo que isso vai acontecer, assim como também eu estarei a colaborar e a dar o melhor par esta paróquia”, revela.
 Ter centenas de pessoas a darem as boas vindas pode não trazer o significado de uma mensagem compreendida, de soltar em cada momento atitudes cristãs e “ter fé’.
Ter a igreja repleta afigura-se “bastante relativo. Há muita gente que veio par convicção, outros aparecerem por curiosidade. Se calhar, até alguns vieram para ver como é que vão poder caçá-lo, mas esperemos que as coisas corram da melhor forma e vão correr, com certeza, com esse espírito de abertura que solicitei’.
 Os desafios são continuados, numa sociedade de desigualdades, onde grassa a peste do desemprego. Só existe uma maneira de não perder a esperança, em memento algum. “Confiando no Senhor”, responde, de imediato, Orlando Cardoso.
 Ainda que diante de todas as adversidades, o fundamental é “confiar nele e esperar do Senhor a ajuda necessária. Quem tem fé confia. Agora quem não tem fé vai confiando aos poucos, vai acabando sempre por vacilar num momento mais duro, mais difícil. O homem vive da esperança, é fundamental.
Esperar que amanhã, as coisas sejam melhores. Caso contrário, acrescenta, “teríamos, já, que andar, todos, a tomar comprimidos, com consultas no psicólogo e depressões. Não! Por mais que as coisas sejam difíceis, confiamos que tudo vai melhorar, porque DEUS não nos deixa sós em momento algum e com o nosso esforço, com a nossa atitude, com o nosso trabalho, é possível ultrapassar as dificuldades”, confia.
A importância da família cristã
 Em pouco mais de um ano, Orlando Cardoso já mostrou trabalho em Rio Meão.
Esteve a frente da recuperação da Igreja Matriz, património histórico de Terras de Santa Maria. Os custos da obra contaram com o apoio da paróquia, mas faltam cerca de 100 mil Euros para custear a intervenção.
É certo que falta uma verba “significativa, mas foi uma vitória para a paróquia, porque conseguiu-se cerca de 50 mil contos, em apenas um ano. Nos tempos de crise, é muito dinheiro. Conseguiu-se através do esforço de muita gente. Vários grupos juntaram-se, fizeram-se várias actividades. Vendeu-se, faz a Feira de Natal e todas essas ofertas resultaram no momento actual. Não esqueço a generosidade de muita gente, de beneméritos”, elogia.
A dedicação e o trabalho trouxeram resultados. “Era uma pena o estado daquela igreja. Estava toda podre, encontrava-se toda estragada e precisava de ser restaurada. Não deixa de ser uma mais valia pare o concelho, porque se trata de um monumento. É um marco pare a região. É um lugar onde repousam a história e a arte deste povo da Feira”.
E exactamente a colaboração que o novo pároco espera de Paços de Brandão. “É mais fácil começar, agora pela obra exterior, para depois partirmos para a obra interior, porque se trata de urna intervenção difícil. Sou uma pessoa nova, estranha ainda para esta comunidade, e já se sabe que, nestes primeiros tempos, há quem aceite e quem se mostre mais reticente. Espero  que,  juntos, possamos caminhar para  o senhor Jesus”, declara.
 Chamar mais jovens à Igreja é um trabalho que “tem que nascer da família. Sozinhos não fazemos  nada, se as famílias não contribuírem para esta aprendizagem constante e para uma vida, verdadeiramente, cristã. Apelo sempre as famílias cristãs, porque os padres nascem das famílias cristãs, tanto mais que eles não caem do céu”, verifica.
 A força da esperança
 Depois de 49 anos do padre Julião, na vila brandoense, a passagem de testemunho aconteceu ontem pela manhã, com a presença de Alfredo Henriques, presidente da Câmara da Feira. Transmitiu uma mensagem de esperança. “É o sentimento que todos devemos ter, mesmo perante as maiores dificuldades, para que o amam seja, sempre melhor. Sem esquecer, em momento algum, o trabalho do padre Julião, pelas décadas em que serviu os brandoenses, o facto é que a lei da vida nos leva a todos. Hoje, temos aqui um jovem, que já conhecemos pelo trabalho em Rio Meão. Como presidente de Câmara, desejo-lhe que faça um bom trabalho. Hoje, sentem-se dificuldades em encontrar jovens sacerdotes.
 Muitos padres do nosso concelho assunem, no mínimo, duas freguesias e alguns párocos têm mesmo três ”, preconiza o edil feirense.
 Muitas vezes, a mudança de um padre, ou de um autarca traz coisas diferentes, porque cada um tem a sua maneira de apresentar a mensagem, neste caso do Evangelho. Por isso ele pede espírito de abertura, pela sua forma de ser e de estar na vida”, enfatiza o líder do executivo camarário.
 Firmino Costa, presidente da Junta de Paços de Brandão, era amigo pessoal do padre Julião. Não deixa de incentivar Orlando Cardoso. “É sempre um gosto para a freguesia esta passagem de testemunho. Era urna necessidade e existe renovação. Os tempos são difíceis para todos, para os autarcas, para a igreja, para a comunidade em geral, mas só com trabalho e dedicação conseguimos que as coisas corram melhor, para que possamos ter um caminho diferente, de superação dos nossos maiores obstáculos”, assevera.

Ainda Paços de Brandão e Sanfins – Santa Maria da Feira
Pelo aproximar das 10.30 horas, dia de Domingo 5 de Setembro, foi grande a multidão que se reuniu à volta da Igreja Matriz de Paços de Brandão e encheu por completo o grandioso templo na Eucaristia Solene de Apresentação do novo Pároco.
Novo nesta Vila Feirense mas já conhecido,  em Rio Meão  tem obra feita.
P. Orlando Cardoso de Sousa, nascido 06/Dez/74 e foi ordenado Presbítero a 09/Julho/06. Maiato de gema e de costados é nomeado de seguida Pároco de Rio Meão  e agora indigitado, nomeado em acumulação com a paroquialidade  e tarefas pastorais de Paços de Brandão.
Muito há a esperar deste jovem sacerdote de 35 anos e a colaboração e empenho de ambas as comunidades não vão faltar.
De referir as palavras do nono Pároco Orlando o empenho e contributo dos jovens na Paróquia “tem que nascer da família. Sozinhos não fazemos nada, se as famílias não contribuírem para esta aprendizagem constante e para uma vida, verdadeiramente, cristã. Apelo sempre as famílias cristãs, porque os padres nascem das famílias cristãs, tanto mais que eles não caem do céu”.

Novo Pároco de Sanfins – Santa Maria da Feira
Antes findar o dia de Domingo dia 5 de Setembro pelas 18. 00 horas a Comunidade Paroquial de São Félix de Gerona de Sanfins – Santa Maria da Feira se congregou no amplo, fresco e harmonioso Arraial- Largo-Adro da Igreja Matriz.
Uma Igreja ampla, alta, forte e robusta.
Tudo preparado para o acto tão importante, histórico para a Recepção e Tomada de posse de o novo Pároco que vem tomar o lugar do zeloso, simpático , artista e amigo o Reverendo Padre José de Pinho recentemente falecido no dia 10 de Junho próximo passado.
A moldura humana é patente na presença do Presbitério, no ar jovial e juvenil dos familiares do Novo Pároco vindos de Penafiel sua terra natal.
Para o Reverendo  Pároco P. Marco António Moreira da Silva que havia estado nas Paróquias  Rio de Moinhos e Peroselo e Vigário Paroquial  de Pinheiro e Portela do concelho de Penafiel e recentemente com a dupla paroquialidade de Arrifana e Romariz vê-se agora com o zelo pastoral de Sanfins.
O Jovem sacerdote nascido  em 31 de Agosto de 1981 e ordenado em  9 de Julho de 2006, com 29 anos de idade e já com a experiência  de 4 anos de pastoreio das paróquias acima referidas entra  com o “pé direito” assume a o zelo pastoral  de São Félix de Gerona  de Sanfins - Santa Maria da Feira.
Foi bonito belo ver tanta gente, tantos sorrisos de expectativa, de esperança no rosto de tanta gente particularmente nas crianças e nos jovens não habituados a estas andanças.
Depois da Eucaristia com todos elementos constitutivos de uma Celebração deste género seguiu-se a Sessão de Cumprimentos no exterior esquerdo do Adro da Matriz num primeiro contacto da Comunidade com o seu Pároco e de muita gente que adveio das Paróquias onde esteve e esta presentemente. Servido foi um bem preparado e conseguido copo de água e lancha ajantarado.
Todo o ritual de acolhimento, recepção, tomada de posse
e primeiro contacto com o povo se realizou religiosamente.
Uma tarde para nunca mais esquecer.
ATM
Assessor da Comunicação da Vigararia de Santa Maria da Feira

domingo, 5 de setembro de 2010

Guisande em Festa!!! Dia Grande para a Comunidade Paroquial de S. Mamede de Guisande

 
Dia Grande para a Comunidade Paroquial de S. Mamede de Guisande e não só, mas também, anteriormente, de manhã às 10.30 para a Vila de Paços de Brandão e posteriormente, à tarde às 18. 00 horas para São Félix de Gerona - Sanfins.

Novos párocos assumem destinos pastorais das respectivas Comunidades Cristãs.
O relógio da Igreja Matriz de Guisande corria apressado para as 3 horas da tarde, bem como a ânsia, surpresa patente no rosto de toda a gente particularmente nas crianças e adolescentes para receber o Novo Pároco e o Seu Vigário Cooperador.

Com pontualidade inglesa eis chegam os dos sacerdotes que se vêem envolvidos por uma mole humana entre palmas e aclamações.

Eis chegados os Reverendo Sacerdotes Agostinho Wattela e Arnaldo Farinha, os pastores esperados e ansiados pela Comunidade.
Após a organização do cortejo recepcional seguiu-se a Procissão de Entrada para a Celebração Eucarística Solene e de apresentação e entrega e tomada de Posse da Paroquialidade.
Foi bela e maravilhosa toda a celebração.
No fim foi a sessão de cumprimentos
e saudações à porta principal da Igreja Matriz,
Seguido de repasto popular
e de sadia convivência!
Enfim uma tarde para recordar e nunca equecer!!
Parabéns a Guisande,
A seus Párocos e às suas gentes!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Reflexões sobre Recolhimento Sobre o Silêncio / Deserto e Solidão!!!

Reflexões sobre Recolhimento
Sobre o  Silêncio / Deserto e Solidão
 1.Necessidade e valor do silêncio
Como Deus é Espírito, não tendo corpo material, tanto Deus Pai, como Deus Espírito Santo ( só Cristo passou pela Incarnação  a ter corpo), tem de ser feito perante Deus o culto num ambiente espiritual
e não no ambiente puramente material dos sentidos corporais ( estes apenas colaborarão sem chegar a dominar a supremacia das dificuldades espirituais da alma).
Por conseguinte a espectacularidade externa da vista, música (com som alto e movimentada), de um ambiente espiritual e celestizante.
Por outro lado há o culto litúrgico
e o culto privado ( tanto pessoal como comunitário).
Ora o culto litúrgico tem como característica própria de estar nele Deus,
presente não só a presidir ( embora invisivelmente)
mas também a actuar ( transmitindo o seu ideal na parte de Liturgia da Palavra como também dando-nos a graça divina na parte Eucarística).
Como é dito no Jornal Voz Portucalense de 15/05/2010 pag, final :
“A Liturgia para o ser tem de começar já num ambiente de silêncio
ou recolhimento como também disse Romano Guardini :
“ porque segundo as suas palavras a liturgia em larga medida tem palavras ditas por Deus ou dirigidas a Deus, ( …), devem ser ( …) cheias de calma e de silêncio interior”.
Realmente como disse o citado Jornal Voz Portucalense
o culto litúrgico não é uma criação
ou criatividade nossa como agora se diz
ou um fabrico nosso
mas vem-nos dado como um dom de Deus / parte principal e mais importante)
embora a esta parte divina acrescentemos uma parte nossa de colaboração
e participação que nunca deve dominar ou abafar a parte divina.
2. Ideia Geral de Recolhimento
O culto a Deus, sobretudo o litúrgico, deve ser como Deus quer
e não como nós queremos à nossa maneira (limitada e defeituosa),
tal como disse a Madre Teresa de Calcutá:” o trabalho de Deus tem de ser feito à sua maneira”
 e S. João Crisóstomo muito antes o disse por estas semelhantes palavras:
” Devemos prestar-Lhe ( a Ele Deus) a honra que ele prefere
e não a que mais nos agrada”.
Como sabê-lo?
As coisas mais fundamentais já constam na própria Bíblia
e até na Tradição Viva da Igreja nas suas linhas mais importantes.
Outras não deixando de ser importantes já aparecem estudadas pelos Papas,
grandes santos, etc.etc.
É certo que no decorrer dos tempos não deixaram de aparecer defeitos que acabaram, por vezes com grande demora, por serem corrigidos.
Eis o caso da Bíblia (1ºLivro dos reis 19, 9-13)
e que serve actualmente de 1ª Leitura do 19º Domingo Comum ano A:
“ O profeta Elias chegou ao monte de Deus, chamado, Horeb,
e passou a noite numa gruta.
O Senhor dirigiu-lhe a palavra dizendo:
“ Sai e permanece no monte à espera do Senhor!”
Então o Senhor passou.
Diante dele uma forte rajada de vento fendia as montanhas,
quebrava os rochedos mas o Senhor não estava no vento.
Depois do vento sentiu um terramoto
 mas o Senhor não estava no terramoto.
Depois do terramoto acendeu-se um fogo
mas Deus não estava no fogo.
Depois do fogo ouviu-se uma ligeira brisa.
Quando a ouviu Elias cobriu o rosto com o manto.
Saiu e ficou à entrada da gruta”.
Agora era a passagem do Senhor!
Como se vê Deus não anda em ambientes espectaculares
ou de confusão
e por isso os antigos padres do Deserto do século IV diziam:
” .. o começo dos males é a dispersão”.
Por outro lado alguém afirmou:
” a dispersão é a estrada do filho pródigo”.
Com o ambiente sereno acabado de expor compare-se este texto
do jornal da Ordem de 13/09/2001:
” a Igreja de S. Telmo em Upper Staughter, Cots Wells –
o templo é anglicano mas a presença de Deus  é quase fisicamente palpável.
Paz recolhimento, silêncio,
– as três dimensões de um ambiente que convida  e permite falar com Deus”.
Igreja aprumada e limpa…simplicidade…
em confronto com a profusão de luzes, flores, toalhas
e imagens  a que por cá estamos  habituados”.
Noutro texto aparece escrito:
“recolhimento  interior… para  se encontrar na vida interior e local de encontro com Deus… procurando dominar os sentidos…
Perante isto que dizer das Missas tipo samba a que o JN de 11/01/2004
chamou carnaval com Deus!
Ou o caso de certa liturgia classificada de palhaçada de circo,
classificada pelo Diário do Minho  de 16/04/2008 !
No mesmo Diário do Minho de   25/09/2007 ..
uma pessoa declarava ter assistido a uma missa de casamento
tipo discoteca,
panorama semelhante ao que se passava noutra igreja
com bombos, bateria e palmas
como relatava o mesmo jornal sob o título cantar ( muito ) sem Deus.
Em revelações privadas Deus já mostrou o seu desagrado
por tais celebrações demasiado terrenas
e populares:
“ O recolhimento se encontra no tumulto ao som de tambores,
essa música ( tratava-se de uma fanfarra na missa)
é profana
e causa-me um profundo desagrado.
Não me entrego ( às almas) senão no silêncio dos corações.
O profano faz-me fugir!”
“Receio muito não me encontrar no barulho das palavras”.
“O teu silêncio é a mais bela das orações!”.
Ora uma celebração profanizante  descondiz muito da semelhança  
que a Missa da Terra deve ter o mais possível semelhança
com a Missa Celeste  das Bodas do Cordeiro
referidas no Livro do Apocalipse
e até foi essa parecença que levou um protestante a tornar-se católico!
Já a Voz Portucalense de 8/01/2003…
lamentava “o drama de Deus transformado em paródia”
Quanto ao silêncio (ou recolhimento ) não se trata de um silêncio negativo,
isto é, de se estar caladinho a empatar tempo,
não se fazendo nada,
mas sim de um silêncio positivo que é de estar a apreciar,
a meditar,
não se estando evidentemente a falar ou a distrair-se.
A seguir iremos ver com mais profundidade este aspecto positivo.
Quanto ao deserto,
não tem de ser sempre um deserto físico.
Basta e será na maior parte dos casos
um deserto espiritual,  quer dizer: como no deserto físico há falta de tudo
ou quase tudo,
no deserto espiritual há “falta de paixões, pecados, etc”
Tanto no silêncio como no deserto
há diversos graus
como iremos ver também no número seguinte.
Assim todas as pessoas no seu culto a Deus
devem usar o silêncio
ou deserto naquele grau
ou modalidade apropriada ao seu estado de vida,
conforme a generosidade
e a medida das possibilidades.
(continua)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Reflexões sobre Verdade e a mentira.

Reflexões sobre Verdade e a mentira.
Alguns aspectos sobre a Verdade e a mentira.
1 . Valor e dever de seguir a Verdade toda.
A verdade é uma virtude difícil de abraçar como já dissemos quando falamos dos Profetas, que eram os apóstolos e sacrificados e até Mártires do serviço da Verdade.
O mundo que é ( por via de regra) medíocre encara-os mal e persegue-os até, bem como às pessoas inteligentes, pelo mesmo motivo.
Sobre o valor da Verdade e consequente dever na totalidade dos seus aspectos e exigências, eis alguns pensamentos seguintes colhidos:
Dizia o Cardeal Suenens em 1963 nas Nações Unidas:
A Verdade como pensamento,
A justiça como regra,
O Amor como força motriz
E a Liberdade como sua atmosfera.
Alguém acrescentava: Devemos banhar-nos diariamente na Verdade.
Dizia o Bispo Pensador D. António Ferreira Gomes: A vida não faz a Verdade mas a Verdade é sempre Viva (Livro Endireitai as Veredas do Senhor! ! pag.25), não tem valor a Fé ou a religião sem Fé ( ibidem pag. 323).
Dizia o pensador Leonardo Coimbra: Procurar a Verdade é subir o Tabor.
Houve quem dissesse: A verdade começa difícil e acaba fácil.
E a mentira começa fácil mas acaba difícil ( ou mal).
Notar ainda: Verdade verdadeira é a Verdade com Caridade,
pois o alvo final da Verdade é a Caridade , dizia Fulton Sheen ( Elevai os Vossos Corações, pag. 166)
e “ a Verdade para ser Verdade deve tornar-se uma pessoa”
e Cristo é a Verdade, Caminho e Vida ( Fulton Sheen, Âncoras Sobre o Abismo, pág. 30)
e em Cristo a pobreza foi o seu pão,
a humildade foi o seu poder
e amor a sua Verdade.
Verdade que faz sofrer mas assim é melhor que a mentira que sabe alegrar.
2. Defeitos e Pecados contra a Verdade.
Mentir é esconder defeitos,
exagerar virtudes.
e interpretar erradamente.
A mentira dá flores mas não dá frutos.
Em namorados: falsos no amor,
mas sinceros no ódio! ( porque é a sério neste caso).
Segundo o P. António Vieira, não ver a Verdade é mentir com o pensamento
e atacar a Verdade é mentir com obras.
Foi reconhecida a triste realidade do pecado original nos ditos seguintes e outros parecidos:
Queria ser paz e fui guerra,
Queria ser carinho e fui rudeza,
Queria ser divino e fui terreno,
Etc.
Por isso perdoai-me, Senhor!
Já a Bíblia dizia no Antigo Testamento: “ Omnis homo mendax
( todo o homem é mentiroso!) ( Salmo 115, 116).
3. Algumas espécies de defeitos ou mentiras:
a. A desculpa é uma mentira escondida…
Já Fulton Sheen dizia que as razões (verdadeiras) valem para o Céu,
mas as desculpas levam para o inferno.
b. A ideologia é outro caso muito bem explicado por D. António Ferreira Gomes que alertava para o grande perigo de se confundir ideologia com a virtude da Fé
( ou religião seja cristã ou outra).
A ideologia consiste numa verdade interessada no todo ou apenas em parte.
Desde que favoreça é que interessa ( noutra hipótese), esquece-se ou põe-se de lado.
Como dizia Papini ( História de Cristo), serve-se da Fé mas não serve a Fé, isto é, a religião é meio e não fim nem si mesma, é meio para subir na vida à custa da Fé religiosa subordinando aos seus fins temporais políticos, sociais ou económicos.
Quer dizer: a Fé ou religião deixa de ser um absoluto
ou fim em si mesma
para se tornar um relativo para as conveniências da pessoa ou grupo,
passando as conveniências a ser um fim ou um deus,
ou, como diz o povo, puxando a brasa para a sua sardinha,
procurando pôr a seu serviço e domínio
e daí falar-se da “minha verdade” como se fosse dono dela
e ela passando a ser um lacaio dele.
A ideologia é pois uma mentalidade orgulhosa, despida de qualquer humildade.
A própria Fé ou religião pode passar a ser ideologia também quando, em vez de propor a Fé, se procura impô-la à força, fanaticamente, mesmo a chatear as pessoas, sem qualquer compreensão pela liberdade de outras pessoas, não esperando que elas evoluam no caso de erradas, não aceitando que o verdadeiro bem este exige o sacrifício ou a cruz de levar o seu tempo e as coisa não têm de ser sempre à nossa maneira.
Quando se vê uma pessoa a fazer apostolado a torto e a direito
( quase como Saulo antes da sua conversão)
Marginalizando até os responsáveis religiosos, etc.
tal pessoa está a ser vítima de uma ideologia religiosa
( não há só ideologias políticas, etc. )
ou mania, sendo tais pessoas uma espécie de caciques religiosos
( porém por vezes disfarçados) ou ditadores ,
o que acontece muito em seitas religiosas
que apresentam de repente o seu ponto de vista afim de o visado não ter tempo para reflectir ou pensar serenamente com a sua inteligência.
Já S. Paulo ( 1 Tim. 3,6) se referia ao perigo de tal gente
( religiosos recentes ou à pressa convertidos)
que eram os neófitos e toda esta exposição sobre ideologia com a respectiva explicação por D. António Ferreira Gomes.
Como alguém que só liga ao Papa quando lhe convém
e noutro na relatividade da verdade pela democracia que se fazia Deus acima da Verdade
e à mercê das conveniências partidárias.
Há interesses honestos,
desde que o sejam em si,
respeitem os outros casos na totalidade
e não apenas o único caso da ideologia.
c. Outro caso parecido com o das ideologias
é o das meias verdades em que se vê o mundo só por um lado,
ficando-se com a ideia incompleta
ou desfigurada por faltar a relação com o conjunto ou o resto.
Umas vezes acontece naturalmente pois não é fácil conhecer-se a Verdade toda de uma só vez ao começar, outras vezes escondem-se os aspectos restantes por interesse…
Sempre me impressionou uma frase atribuída a Salazar: “ “ Até que ponto é verdade uma verdade incompleta!”
d. Voluntarismo ( protestante e por vezes católico) explicado por D. António Ferreira Gomes
( no citado livro Endireitai as Veredas do Senhor) diz o seguinte:” Costuma-se dizer que o pecado é aquilo que Deus não quer pela sua vontade ( e por isso se lhe chama voluntarismo). Ora as coisas não são bem assim.
Se fosse pecado só pela vontade de Deus ser contra,
bastava que noutra ocasião a vontade de Deus fosse outra
e já então deixaria de ser pecado.
Mas não é assim.
É pecado porque as coisas na realidade são mesmo assim
e Deus é a razão de ser ( ou inteligência da própria realidade
e na realidade é assim, Deus não pode mudar nada.
Portanto a inteligência de Deus é, ao verificar o pecado em primeiro lugar e só depois é que a vontade de Deus está contra o pecado também, pois nunca há desacordo entre a vontade e a inteligência em Deus.
Aspectos secundários podem naturalmente variar com as épocas mas trata-se sempre de aspectos secundários de moralidade e não fundamentais.
e. Unilateralidade é uma coisa difícil porque quase inevitável como dizia o professor universitário suíço Karl Jaberg : quando estamos a observar um aspecto não podemos estar a ver os outros ao mesmo tempo e daí a tendência de esquecer os outros aspectos e, pior ainda, se chegamos a negá-los.
f. Outro caso, devido à força do hábito, etc. é de não nos querermos aperfeiçoar por evolução como é o hábito da Igreja, mas quando as coisas se agravam, então vai-se por revolução ( Luis Civardi).
O que o Trabalhador Deve a Cristo, Braga, 1952, pag. 57) e ao pretender-se alcançar um certo bem, cai-se noutros males simultaneamente.
Também São Paulo a respeito do escravo Onésimo
não originou revolução mas tratou obter uma evolução para melhor junto do dono do mesmo. A evolução vai devagar, na revolução é tudo de repente.
g . Algumas citações de José Maria Cabodevilla ( Palavras são Amores).
(continua)

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Imagens da Nossa Terra





terça-feira, 31 de agosto de 2010

Novos Párocos para a Vigararia de Santa Maria da Feira


Novos Párocos para a Vigararia de Santa Maria da Feira

P.Orlando Cardoso de Sousa
Nasc.: 06/Dez/74 - Ord.: 09/Jui/06
Pároco de Rio Meão
Paços de Brandão  - Igreja Matriz 5 de Setembro 10.30 Igreja Matriz


P.Agostinho Sebastião Watela
(Diocese de Benguela)
Nasc.: 14/Abr/66 - Ord.: 30/Ago/97

P.Arnaldo dos Prazeres Farinha,
Nasc.: 12/Dez/80- Ord.: 29/Jul/07
Guisande  Igreja Matriz 5 de Setembro 15.00 horas



P.Marco António Moreira da Silva,
Nasc. 31/Ago/81
 - Ord.: 09/Jul/06
Pároco de Arrifana e Romariz
 
 Igreja Matriz de Sanfins dia 5 de Setembro 18.00 horas


Fé e Religião nada têm a ver com Violência e Retrógrados!!!

Fé e Religião nada têm a ver com Violência e Retrógrados!!!
Segundo muitos novos ateus que atacaram de forma vociferante Deus e a religião nos últimos anos, a religião não é somente irritante, mas também prejudicial e má.
Muitos deles acusam a religião de ser propagadora de divisões, ódio e violência.
Não é verdade, replica David Brog em seu livro "In Defense of Faith: The Judeo-Christian Idea and the Struggle for Humanity" (Em defesa da fé: a ideia judaico-cristã e a luta pela humanidade. Encounter Books).
Brog é um escritor judeu e director de Christians United for Israel.
A tradição judaico-cristã foi o antídoto mais eficaz do Ocidente contra as perigosas tendências da natureza humana que propiciam a violência, sustenta.
Sim, houve épocas no passado em que a fé tendia à intolerância,
mas devemos ver além de algumas imperfeições da nossa tradição religiosa e reconhecer os muitos benefícios da nossa herança espiritual, explica Brog.
Não somos bons simplesmente por nascer, observa,
e no passado a maioria das pessoas estava dividida
em tribos,
etnias
e nações,
cada uma enfrentava as outras.
A mudança radical que a tradição judaico-cristã trouxe, aponta,
é a ideia de que todos os seres humanos são criados à imagem de Deus
e de que estamos chamados a amar todos os nossos próximos, sem excepção.
Brog chama isso de "ideia judaico-cristã"
e diz que isso não só foi uma inovação no Ocidente,
mas que continua inspirando nossa mais alta ética até a actualidade.
A compaixão que sentimos pela vítima de um terremoto no Haiti,
ou por uma vítima da AIDS na África
é um altruísmo que é excepcional na história humana,
e temos de agradecer à tradição judaico-cristã por isso, acrescenta.
Cruzadas e Inquisição
Um dos capítulos do livro está dedicado ao que Brog considera mitos sobre atrocidades.
Trata sobretudo das cruzadas
e da inquisição espanhola,
tema que surge quase de maneira inevitável quando se ataca o cristianismo.
É verdade que, em ambos os episódios históricos,
foram vistas atrocidades,
mas Brog mantém que é necessário que consideremos
o que ocorreu na perspectiva correcta.
As cruzadas aconteceram em uma era de contínua guerra
entre as potências cristãs
e muçulmanas.
Durante esses conflitos,
os muçulmanos eram normalmente os agressores,
e também na maior parte das vezes,
os vencedores.
Por isso, sustenta Brog, é incorrecto pintar os cruzados
como uma espécie de sanguinários
e intolerantes cristãos.
Na verdade, trata-se de um dos assaltos
no conflito entre duas civilizações.
As forças cristãs levaram a cabo atrocidades durante as cruzadas,
mas - argumenta Brog - os líderes da Igreja
estiveram na vanguarda na hora de tentar parar a violência injustificada.
Quanto à inquisição, Brog explica que,
longe de ser a força impulsora depois de uma espécie de perseguição violenta,
a Igreja foi frequentemente mais
uma barreira a superar e um freio aos excessos.
É verdade que o Papa Sisto IV publicou, em 1478,
a bula que autorizava a inquisição espanhola,
mas Brog continua com sua defesa,
dizendo que, assim que o Vaticano soube dos excessos da inquisição,
interveio para tentar detê-las.
Vários papas, nos anos seguintes,
continuaram adoptando medidas para conter a inquisição, acrescenta.
Ao concluir esta secção do livro,
Brog afirma que a Igreja Católica não era a força
que impulsionava a violência anti-semita das cruzadas
ou da inquisição,
mas que, pelo contrário, havia buscado limitar tal violência.
Dessa forma, estes dois episódios
não provam que a religião seja uma fonte de conflitos humanos.
Não obstante, adverte, revelam a necessidade de estar vigilantes,
a fim de que a fé não se corrompa pela natureza humana prejudicada.
Vida humana
Um dos capítulos do livro examina o tema da santidade da vida humana.
Brog compara isso com a prática comum do infanticídio no Império Romano.
O código legal romano permitia matar qualquer filho homem deformado ou fraco, ou qualquer menina, sem importar se eram saudáveis ou não.
Tanto judeus como cristãos se opunham com força a isso e afirmavam que não era lícito matar um inocente.
Brog sustenta que a única razão pela qual hoje reconhecemos a santidade e igualdade de todos os seres humanos no Ocidente se deve à herança judaico-cristã.
"A maioria das civilizações, através da maior parte da história humana, nunca chegou a esta visão", acrescenta.
Se algum filósofo do Iluminismo tivesse acolhido
e abraçado este conceito da santidade da vida humana,
dificilmente teria podido acreditar que oferecia uma contribuição original ao fazê-lo, sustenta Brog, já que a ideia vem directamente da Bíblia,
que a maioria deles tinha lido.
O perigo hoje, afirma, é que a ciência está pulando o muro que separa os seres humanos do reino animal e trata o homem somente como um animal.
Somos advertidos com frequência sobre o perigo de que a religião se introduza em campos que não lhe competem, observa Brog, mas quando se trata da moralidade, é necessário que a ciência respeite sua falta de competência.
"Quando a ciência se aventura para além de suas áreas de interesse no reino da moralidade, costuma deixar cadáveres em seu caminho", adverte Brog.
A mesma advertência se aplica à filosofia, continua Brog.
Ainda que todos nós nos beneficiamos da tradição clássica e dos filósofos do Iluminismo, há limites ao que a filosofia pode nos ensinar.
A tradição judaico-cristã atribui aos seres humanos um valor que vai além das suas capacidades e contribuições individuais.
E argumenta que, infelizmente, a filosofia leiga tentou muitas vezes quebrar esta situação e submeter-nos a sistemas de avaliação bem menos benignos.
Entre os perigos que Brog enumera, está a eugenesia, popular nos anos 20 e 30, que justificava a esterilização das pessoas consideradas inferiores, sancionada como prática legítima nada menos que pelo Tribunal Supremo dos Estados Unidos.
Para que não pensemos que isso é só uma singularidade histórica,
Brog aponta que hoje há filósofos, como Peter Singer, que estão a favor do infanticídio e da eutanásia.
Genes egoístas
O capítulo intitulado "Transcender nossos genes egoístas" está dedicado a mostrar como ambas as religiões, a judaica e a cristã, dão uma grande importância ao amor aos demais. Isso se baseia no escrito no primeiro capítulo do primeiro livro da Bíblia, no Gênesis, em que se diz que Deus criou o homem à sua própria imagem. Esta pode muito bem ser a ideia mais revolucionária de toda a história humana, assegura Brog.
Acreditar nisso implica em aceitar que estamos investidos de um valor acima de todos os demais seres criados e este é o fundamento de todos os direitos humanos.
Não só estabelece o valor supremo de cada vida humana, mas também afirma a igualdade de todos os seres humanos.
Em uma interessante secção, Brog explica que o amor aos demais está no centro da tradição judaica, rejeitando a ideia de que na época de Jesus o judaísmo havia se reduzido à observância de algumas leis e rituais frios.
Há, no entanto, diferenças significativas entre o cristianismo
e o judaísmo, admite.
Contudo, deixando de lado as muitas questões teológicas que separam ambos, quando se chega à questão da moralidade, há uma marcada afinidade, comenta Brog.
Como o judaísmo, o cristianismo acentua a necessidade de agir em nome do amor que prega. Além disso, observa o autor, o exemplo último de amor em acção é a crucifixão de Jesus.
Voltando ao dia de hoje, comenta que o facto de que o Papa Bento XVI tenha escolhido para sua primeira encíclica o tema do amor é muito significativo.
Podemos discrepar sobre se há um Deus, mas - observa Brog - não podemos negar que a tradição judaico-cristã foi o meio primário
pelo qual pudemos conseguir avanços éticos.
Rejeitar a religião só levará a um aumento do sofrimento humano e do mal.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sacramento, Casamento, Aventura e .. Peripécias!!


… A ideia é abolir precisamente a parte da tradição.
Logo à partida, porque os enamorados recebem a bênção não de um padre mas da «mãe natureza”, em toda a sua força nas ilhas açorianas.
E de uma espécie de regresso ao essencial que se fala, algo por que as comunidades citadinas anseiam cada vez mais, desorientadas com o ritmo quotidiano.
Para tal comunhão essencial, a proposta da Teles Travel Agency, dona de uma experiência de mais de sessenta anos, desdobra-se nos quatro elementos naturais - Ar, Fogo, Terra e Água - , e usa-os como pretexto para cerimónias que partem da diferenciação e da irreverência como factores x -  e isso, num tempo em que
a ida à igreja se tornou uma experiência quase penosa para a maioria dos convidados
e o copo de água, uma obrigação tediosa, vale muito.
«Os elementos associam-se de imediato a algo puro, próximo das necessidades mais básicas do ser humano», explica Catarina Teles, responsável pela empresa familiar, com sede na ilha Terceira.
….
Comecemos pela Água.
A proposta da Teles é dizer o «sim, aceito» num mergulho no oceano do arquipélago - laboratório de excelência dos investigadores, tal a biodiversidade.
Se casar é um grande passo, fazê-lo no lugar de onde viemos deverá ser uma daquelas experiências para guardar no baú das memórias intensas - é claro que as fotos que registam o momento também lá estarão, para ajudar a recordar
Mas a profundidade não é a única possibilidade do Atlântico.
Afinal, há a1go em particular que constantemente põ
e os Açores em destaque, em documentários da BBC: os cetáceos.
E a ideia é tê-los como testemunhas de tão importante acontecimento e, logo a seguir, se os noivos desejarem, nadar com os golfinhos e ba1eias que circundam as ilhas - e estas são as opções mais «banais».
Casar no meio do oceano abordo de um veleiro, ou no topo da montanha do Pico, no alto dos seus 2351 metros;
ou até mesmo dentro da cratera de um vulcão - extinto, entenda-se -  na ilha Terceira, são outras possibilidades que apenas poderiam acontecer neste arquipélago, perdido a meio de dois continentes.
O vulcão chama-se Algar do Carvão, tem estalagmites e esta1actites com mais de quatro milhões de anos, uma acústica única (ali acontecem regularmente concertos de música clássica) e fica bem no centro da ilha Terceira, conhecida pelas suas festas e pela hospitalidade.
Como experiências de Terra, a aposta é casar numa ilha e passar a lua-dc-mcl nas restantes. Ao mesmo elemento - Fogo, claro está — associa-se a gastronomia açoriana (há as cracas, o cozido das Furnas, o Verdelho do Pico...).
…….
E os convidados?
«A ideia é que em vez de convidarem duzentas pessoas para um casamento, façam a1go mais privado, entre vinte a quarenta pessoas,
e ofereçam aos amigos uma escapadela inesquecível», desmistificá-la …
Mas a ousadia das propostas da Teles Travel Agency não fica por aqui.
Falta ainda a «Boda Surpresa» e consiste simplesmente num pedido de casamento daqueles de filme, no topo de uma escada em caracol — no Hotel Caracol, na ilha Terceira  - e, caso a resposta seja o esperado sim, tudo acontece a dois no espaço de uma semana. 
(Extracto da Revista do JN)
……

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

“Temos de vencer a tentação de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro:

Sobre a Urgência da Igreja ser Missionária, crescer, desenvolver-se e tornar-se adulta convém lembrar as Palavras de Sua Santidade o Papa Bento XVI aos fiéis no Porto:
“Temos de vencer a tentação de nos limitarmos ao que ainda temos,
ou julgamos ter,
de nosso
e seguro:
seria morrer a prazo,
enquanto presença de Igreja no mundo,
que aliás só pode ser missionária,
no movimento expansivo do Espírito.
Desde as suas origens,
o povo cristão advertiu com clareza a importância de comunicar a Boa Nova de Jesus a quantos ainda não a conheciam.
Nestes últimos anos,
alterou-se o quadro antropológico,
cultural,
social
e religioso da humanidade;
hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos
e está pronta a dialogar com culturas
e religiões diversas,
procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos.
O campo da missão ad gentes apresenta-se hoje notávelmente alargado
e não definível apenas segundo considerações geográficas;
realmente aguardam por nós não apenas os povos não-cristãos
e as terras distantes,
mas também os âmbitos sócio-culturais
e sobretudo os corações
que são os verdadeiros destinatários da actividade missionária do povo de Deus.”